Feminicídio: PRF mata comandante da Guarda de Vitória a tiros
A Dayse Barbosa foi morta a tiros pelo ex-companheiro. O feminicídio da comandante da Guarda de Vitória ocorreu após invasão premeditada em Caratoíra.
A inspetora Dayse Barbosa fez história como a primeira mulher a assumir o comando da Guarda Municipal de Vitória. (Foto: Thiago Soares)Um crime brutal chocou os moradores de Caratoíra, na capital capixaba. A inspetora Dayse Barbosa, primeira mulher a chefiar a corporação municipal, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, um policial rodoviário federal. O feminicídio da comandante da Guarda de Vitória aconteceu após o atirador invadir a residência da vítima durante a madrugada, evidenciando o desfecho trágico de um histórico de violência doméstica.
Crime premeditado: invasão com escada e arrombamento
A dinâmica da ocorrência aponta para um ato friamente premeditado. O suspeito utilizou uma escada e ferramentas para arrombar a janela do segundo andar. Dessa forma, conseguiu acessar o interior do imóvel sem alertar a vítima inicialmente. Vizinhos relataram ter ouvido os disparos de arma de fogo pouco tempo após a invasão do perímetro.
Após cometer o assassinato no andar superior, o atirador desceu e tirou a própria vida na cozinha do imóvel. A Polícia Civil e as equipes de perícia foram acionadas imediatamente. O objetivo das corporações foi isolar a cena do crime, recolher provas materiais e iniciar os trabalhos formais de investigação.
A ocorrência mobilizou viaturas de diversas forças de segurança. Os agentes isolaram as ruas próximas em Caratoíra para garantir a integridade do trabalho dos peritos criminais e a posterior remoção dos corpos ao Departamento Médico Legal.
Histórico de ameaças e luto oficial no ES
O caso ilustra a escalada rápida da violência contra a mulher. Relatos preliminares indicam que o policial rodoviário federal demonstrava comportamento altamente possessivo. Ele não aceitava o fim do relacionamento amoroso com a inspetora. A tragédia choca a comunidade por atingir alguém que atuava diretamente na proteção da sociedade.
A nomeação de Dayse Barbosa representou um marco histórico para a liderança feminina na segurança pública capixaba. A perda repentina e violenta de uma servidora pública em posição de comando gerou forte comoção entre colegas de farda, autoridades de todo o Estado e a população metropolitana.
Em respeito à trajetória e aos serviços prestados pela vítima, a Prefeitura decretou luto oficial de três dias no município. O desfecho deste caso levanta debates urgentes sobre a eficácia da rede de proteção. O crime demonstra que a violência de gênero atinge até mesmo as mulheres inseridas nos mais altos escalões operacionais.


