Senadores do ES assinam pedido de CPI contra Moraes e Toffoli no STF
Senadores do ES assinam pedido de CPI contra Moraes e Toffoli no STF. Magno Malta e Marcos do Val apoiam a investigação sobre o Banco Master. Leia mais.
Os senadores pelo Espírito Santo, Magno Malta (PL) e Marcos do Val (Podemos), assinaram o protocolo para abertura da comissão no Senado.Dois senadores do Espírito Santo, Magno Malta (PL) e Marcos do Val (Podemos), assinaram o protocolo para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal. O documento pede a abertura de uma CPI contra Moraes e Toffoli, ministros do STF, e foi oficializado nesta segunda-feira (09).
A investigação mira supostas relações indevidas dos magistrados com executivos do Banco Master. O requerimento, liderado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), alcançou 29 assinaturas, superando o mínimo legal de 27 parlamentares exigido para protocolar o texto na Casa.
Este movimento agita o cenário de política em Brasília, refletindo diretamente no eleitorado capixaba, que acompanha de perto os posicionamentos dos seus representantes no Congresso Nacional. O terceiro senador pelo Espírito Santo, Fabiano Contarato (PT), optou por não assinar o documento.
O posicionamento da bancada capixaba
A pressão sobre os ministros aumentou após mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro se tornarem públicas, conforme noticiou o portal Folha Vitória. Vorcaro foi detido pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero. Dados extraídos do seu telemóvel revelaram conversas diretas com Alexandre de Moraes.
Em vídeo divulgado nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta exigiu o afastamento imediato do ministro. “Agora, Alexandre de Moraes, ou renuncia ou o Brasil vai balançar. Ele precisa ser impeachmado. Isso é crime de responsabilidade. Ele deveria ter sido impeachmado há muito tempo”, afirmou o senador capixaba.
Por outro lado, Marcos do Val manifestou apoio à investigação através de um vídeo gravado diretamente do Capitólio, em Washington, nos Estados Unidos. O parlamentar encontra-se fora do país para reuniões e afirmou que espera “resgatar o Brasil” da influência de certos políticos e ministros.
Conexões com o Banco Master e próximos passos
A situação de Dias Toffoli também integra o escopo da apuração. Reportagens recentes demonstraram a ligação de um empreendimento pertencente a familiares do ministro com fundos de investimento administrados pelo próprio Banco Master.
O autor do pedido, Alessandro Vieira, defendeu a necessidade da comissão. “Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, declarou.
O avanço do processo agora depende exclusivamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele possui a prerrogativa de despachar o pedido e determinar a instalação oficial da comissão.
Até lá, a articulação nos bastidores continua intensa. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), promete entregar um novo pedido de afastamento contra Moraes ainda nesta semana. O acúmulo de denúncias já resultou em pelo menos oito pedidos de impeachment protocolados apenas neste ano contra Toffoli pelos mesmos motivos.


