Serginho Vidigal escolhe o Podemos para disputar vaga de deputado federal
A pré-candidatura de Serginho Vidigal a deputado federal pelo Podemos altera a disputa no ES. Entenda o impacto da filiação nas eleições de 2026.
Gilson Daniel, Serginho Vidigal e Sérgio Vidigal celebram a união para as eleições 2026. (Foto: Divulgação)A confirmação da pré-candidatura de Serginho Vidigal a deputado federal pelo Podemos altera o xadrez eleitoral da Serra e de toda a Grande Vitória. O médico e filho do ex-prefeito Sérgio Vidigal assina sua filiação nesta sexta-feira (20), durante evento em Vitória. A decisão insere o estreante nas urnas em uma sigla estruturada e alinhada ao governador Renato Casagrande e ao vice-governador Ricardo Ferraço.
O movimento representa uma readequação partidária estratégica para as próximas eleições. O pré-candidato construiu sua base inicial no PDT, partido historicamente comandado por sua família no Espírito Santo. A transição ocorreu de forma pragmática porque o PDT não conseguiu formar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados. A legenda não elegeu representantes capixabas em 2022 e precisava de uma alternativa viável para manter a representatividade do grupo em Brasília.
Os bastidores: por que o Podemos e não outra legenda
A escolha pelo Podemos, presidido no estado por Gilson Daniel, exigiu intensa articulação política. Nos últimos meses, o projeto de eleger Serginho Vidigal a deputado federal chegou a dialogar com a federação União-Progressista, liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos. O acordo não avançou por conta de um conflito municipal incontornável.
O partido Progressistas (PP) abriga o ex-prefeito Audifax Barcelos, adversário político do grupo Vidigal na Serra. Dividir a mesma federação com a oposição local inviabilizaria a coordenação da campanha. Diante do impasse, o Palácio Anchieta operou diretamente para acomodar a candidatura no Podemos, partido da base central do governo livre desses atritos internos.
O projeto de Serginho Vidigal a deputado federal e a força da Serra
O maior colégio eleitoral do estado servirá como principal base operacional desta campanha. Para viabilizar a eleição de Serginho Vidigal a deputado federal, o grupo aposta no suporte territorial da prefeitura da Serra, hoje comandada por Weverson Meireles (PDT). A estratégia concentra os votos serranos para tentar garantir cadeiras expressivas para o Podemos na Câmara.
A nominata do partido para a disputa proporcional já concentra figuras conhecidas do eleitor capixaba. A chapa reúne o próprio Gilson Daniel, a cantora gospel e ex-deputada Lauriete, a ex-prefeita Capitã Estéfane, o jornalista Philipe Lemos e o presidente do Incaper, Alessandro Broedel. O deputado estadual Bruno Resende também avalia integrar o grupo nas próximas semanas.
Fabrício Gandini abandona PSD e reforça base do governo
O evento desta sexta-feira formaliza uma segunda mudança estrutural na política do estado. O deputado estadual Fabrício Gandini deixa o PSD para assinar sua filiação ao Podemos. A transferência tira o parlamentar de uma legenda independente e o consolida definitivamente na base de sustentação do Executivo. A sigla já conta atualmente com os deputados estaduais Allan Ferreira e Alexandre Xambinho.
Para os moradores da Grande Vitória, essas movimentações de bastidores definem os rumos dos investimentos locais. A construção de chapas competitivas determina quais grupos deterão o poder de destinar recursos federais e emendas parlamentares para infraestrutura, educação e saúde a partir de 2027. O fortalecimento das legendas aliadas cria um alinhamento direto entre os municípios capixabas e o Congresso Nacional.


