Estudantes da Ufes criam gaveteiro inteligente e disputam prêmio global
As estudantes da Ufes criaram um gaveteiro inteligente para reduzir o desperdício de alimentos e disputam um prêmio de inovação mundial no Catar.
As estudantes da Ufes Carol Valladão, Isabelle Pignaton, Lavinia Vaccari, Isabela Lisboa e Adriele Portugal, criadoras do FreshEXPO. (Foto: Divulgação)Cinco estudantes da Ufes criaram um gaveteiro inteligente capaz de reduzir o desperdício de frutas e legumes nos supermercados. O projeto FreshEXPO venceu a etapa local da maratona Invent for the Planet 2026. Agora, a equipe representa o Espírito Santo na disputa por um prêmio internacional de inovação tecnológica.
Como funciona o gaveteiro inteligente
O equipamento substitui as bancas tradicionais do setor de hortifruti por um sistema automatizado e refrigerado. À medida que os clientes retiram os alimentos, as gavetas reposicionam os produtos automaticamente. A tecnologia prioriza a exposição dos itens mais maduros. O equipamento age exatamente reduzindo esse contato físico direto.
“Percebemos que uma grande parte da perda de alimentos acontece no momento do manuseio. Há reposição constante nas bancas e também o toque dos consumidores na escolha dos produtos”, explicou Carol Valladão, aluna de Engenharia Ambiental.
A equipe multidisciplinar reúne também Isabelle Pignaton (Engenharia Civil) e Lavinia Vaccari (Engenharia Mecânica). As alunas de Administração Isabela Lisboa e Adriele Portugal completam o grupo. O protótipo recebeu apoio do Espaço Empreendedor, vinculado à Inova Ufes, e do Centro Tecnológico da universidade.
Potencial para reduzir desperdício nos supermercados
A principal causa de perda nas prateleiras é o amassamento provocado pela manipulação diária dos consumidores. A solução desenvolvida pelas universitárias otimiza o fluxo de vendas e prolonga a vida útil dos produtos frescos antes que estraguem.
A inovação capixaba possui um alto potencial de impacto econômico. Se a tecnologia alcançar o comércio mundial em larga escala, o grupo estima uma economia de até US$ 32 bilhões por ano em verduras e legumes. O sistema tem viabilidade comercial para se tornar uma patente tecnológica oficial da universidade.
Capixabas no prêmio mundial Invent for the Planet 2026
O projeto nasceu durante uma maratona internacional de inovação, focada em reimaginar os sistemas alimentares globais. O evento ocorreu simultaneamente em 32 universidades de 22 países, entre 27 de fevereiro e 1º de março. O desafio reuniu mais de mil estudantes em todo o mundo.
As inventoras aguardam a seletiva final que definirá os cinco melhores projetos do planeta. A última etapa ocorrerá presencialmente no Catar, no mês de abril. A organização ainda avalia possíveis mudanças de data ou local devido à instabilidade no Oriente Médio. Enquanto isso, o grupo segue aprimorando o protótipo e os materiais de apresentação.


